
Por Sandro Neiva
Brasília segue sua trajetória de cidade esquizóide. Um apartamento de merda no Plano Piloto continua custando em torno de trezentos mil euros; os funcionários públicos continuam se digladiando por uma mesa com internet e impressora.
Brasília segue sua trajetória de cidade esquizóide. Um apartamento de merda no Plano Piloto continua custando em torno de trezentos mil euros; os funcionários públicos continuam se digladiando por uma mesa com internet e impressora.
Os jovens da classe média continuam se adestrando para entrar no TCU ou na Procuradoria da República, dando continuidade também às grandes mamatas e aos salários fabulosos de seus familiares e padrinhos.
Os homens públicos - que passam apenas três ou quatro dias da semana na cidade - continuam inflacionando não apenas o mercado da prostituição e dos táxis, mas também o mercado do casamento e do transporte coletivo.
E assim segue a vida no planalto central. Como diz a letra da velha canção punk: “na imunda fraternidade dos crocodilos sorridentes”.
Descrição, narração ou dissertação?
ResponderExcluirAdorei! hahahah
Marina "Morena"