terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A merda do Lula


Por Sandro Neiva

Liguei a TV e lá estava o Lula, no Maranhão, de novo falando merda. A princípio, não haveria novidade alguma, afinal o presidente vive falando merda mesmo.

Exceto quando ele fala “pobrema”, não tenho grandes preconceitos quanto à versatilidade e alcance vocabular do Ilustre Presidente. Acharia muito legal se ele tomasse umas cachaças a mais e começasse a soltar uns "shit" ou "merde" em reuniões com líderes estrangeiros.

O caso só virou notícia porque Lula literalmente falou “merda” para os brasileiros. Disse algo sobre suas novas estratégias para tirar o povo da merda.

Com todo respeito, boto fé que vai ser tarefa casca-grossa! Ah, boto fé que vai!

Trafegue pelas ruas e calçadas de São Paulo depois de todas essas chuvas, Senhor Presidente, para ver o que acontecerá com teus sapatos caros.

As abas de sua calça importada, caro Luiz Inácio, ficariam lindamente impregnadas da merda transbordada pelo rio Tietê.

Não, Lula, por mais que garganteie pelos palanques que terias sido pobre um dia, não sabes verdadeiramente nada do universo suburbano e nem está a par dos infortúnios coletivos no mundo dos favelados, indigentes e fudidos desse país.

Se tivesses conhecimento, Exmo Presidente, o senhor não falaria tanta merda e faria algo de verdade para tirar as pessoas do fundo do poço do desespero.



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A felicidade nos bastidores da reunião em Copenhague


Por Sandro Neiva

Enquanto você está aí comendo seu churrasquinho de acém, depois de mais um dia de labuta, tomando sua cerveja barata ou respirando o ar poluído gerado pelas indústrias, – a cúpula internacional do clima está reunida em Copenhague, na Dinamarca.

A canalhice não se resume ao sujeito que aparece na TV, enfileirado, acenando os braços para as câmeras e jurando que vai resolver os problemas ambientais do planeta. Não. O verdadeiro balaco-baco acontece com a turminha que faz a retaguarda dos Chefes de Estado.

Cada um desses “estadistas” leva atrás de si uma legião de puxa-sacos, bajuladores, carregadores de malas, lustradores de sapatos, lavadores de cuecas etc. São funcionários da diplomacia, parentes, amigos, lobbistas, esposas, amantes, voluntários, médicos, psicólogos, jornalistas particulares, massagistas e seguranças.

A corja lota os hotéis cinco estrelas, os restaurantes e os cafés mais caros. Fingem que estão sempre apressados, que são importantes e que vão mudar as estruturas desta sociedade injusta. E enquanto uns correm de um lado para o outro, com seus crachás, celulares e laptops, – dando sustentabilidade ao teatro da seriedade – as madames deste ou daquele executivo hedonista que conseguiu uma vaguinha na comitiva, chamam um táxi e vão fazer compras nas boutiques dinamarquesas. Além dos perfumes caros, aproveitam também para comprar gravatas e paletós para seus maridos.

Nos bastidores da reunião sobre os rumos globais do meio ambiente, a felicidade é geral e os elogios são mútuos. “Um champanhe francês para comemorar a fala de nosso chefe”! Radiantes e cúmplices na mentira, vão amenizando assim, a culpa pela negligência histórica.

Então chega a noite. Um punhado de euros e dólares no interior do paletó, cartões corporativos e um táxi rumo aos puteiros de requinte. Ao amanhecer, todos estão visivelmente felizes e encontram-se no café antes de reiniciarem o teatro para a imprensa, lá no auditório.

Pois é! E você que está aí, palitando os dentes, depois de devorar seu churrasquinho de acém, o jeito é abrir mais uma latinha de cerveja barata e continuar tossindo seco por causa da poluição. Melhor voltar pro cortiço e acompanhar tudo pela TV. E não adianta xingar. Estas são as manobras clássicas e legítimas dos homens que você próprio colocou no poder e escolheu para lhe representar.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Violência a favor da corrupção


Por Sandro Neiva

No dia mundial de combate à corrupção, manifestantes de Brasília foram reprimidos com violência extrema pela Tropa de Choque e pisoteados sem dó pela cavalaria da Polícia Militar. O motivo? Protesto pacífico, sem armas, contra o escândalo de dinheiro na cueca, no paletó, nas meias, nas bolsas, nos bolsos e no cu dos abutres do GDF.

Depois do vendaval de violência é verdadeiramente impressionante ouvir os discursos do Secretário de Segurança Pública, dos comandantes da PM, do governador, dos deputados distritais, dos assessores, dos delegados, das Ongs, da CNBB, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Alexandre Garcia e de outros “responsáveis” pela Ordem Nacional.

No embalo de toda essa falação surrealista, é importante considerar que: mesmo que o governo desfile seus cavalos, bombas de gás, escudos e cassetetes pelas ruas, mesmo que crie comissões mil, mesmo que cante de galo, que mistifique o judiciário, que invoque a Constituição, que libere milhões de reais pra todo lado, nada terá sentido algum se não se mudar, o mais rápido possível, o tratamento dado aos corruptos.

Enquanto isso, continua parado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei de iniciativa popular (1,3 mihão de assinaturas) que proíbe a candidatura dos políticos de “ficha suja”.

As férias de noventa dias, as convocações parlamentares extraordinárias remuneradas, os apartamentos funcionais, os passaportes especiais, as passagens, a imunidade parlamentar etc. Tudo isso é motivo de indignação popular, mas não é tudo, diante de todo o surrealismo que ocorre nos bastidores desse doce mundo de privilégios.

O político profissional e os critérios viciosos para sua candidatura; a quantidade assustadora de poderes que lhe é concedido. A dialética bem que poderia seguir nesse rumo. Mudanças radicais. O salário do parlamentar passará a ser o mesmo que recebia em sua atividade profissional anterior; o parlamentar deverá permanecer na cidade pela qual se elegeu trabalhando via internet; e por fim, deverá obrigatoriamente apresentar-se todos os meses à Polícia e à Receita Federal. Poderíamos assim nos livrar da praga da corrupção?


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A lábia maldita dos impostores


Por Sandro Neiva

As enchentes e os desmoronamentos causados pelas chuvas intensas em nosso país têm tido sempre o mesmo enredo. A dor e o pranto das vítimas é estampado perversamente na mídia e então todos ficam repentinamente comovidos. Mas a imprensa cortesã poupa e protege a classe política de sua própria negligência.

Acendem-se velas. Toneladas de alimentos são arrecadados e milhares de cobertores são recolhidos. As hienas parlamentares vão à tribuna e abusam do verbo e das verbas, fazem discursos ao lado dos caixões, criam leis complementares e igualmente inúteis, fazem e acontecem com sua lábia maldita e tudo fica como está.

Os impostores cabotinos fazem acreditar que estão semeando franciscanamente os grãos de uma política social libertária, quando na verdade estão apenas garantindo seus salários fabulosos e perpetuando-se no cenário da politicagem.

É verdadeiramente trágico que esses crocodilos sorridentes consigam fazer tantas reuniões e seguir dizendo as mesmas falácias durante anos, sem, na prática, – apesar de todo o dinheiro que já foi destinado e gasto para essa finalidade – terem conseguido fazer o mínimo daquilo que lhes foi confiado.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Prece da corrupção




Por Sandro Neiva

Oh Senhor Deus todo poderoso! Obrigado por fazer-nos corruptos! Obrigado por fazer-nos entender que só o Dinheiro salva! Oh, Como és poderoso! Depois de ti, só os pacotes de notas de cem reais! Tu que tens todo o poder do mundo, Oh, Senhor Amado, afaste de nosso caminho a Polícia Federal! Tu, em tua Onipotência, sabes que roubamos para o bem das cidades satélites, para a salvação dos milhares de detritos que vivem na Estrutural! Glória, glória e poupe-nos de qualquer punição! Aleluia! Proteja-nos e ajude-nos a cuidar daqueles seres-excrementos que nos elegem e lambem nossos bagos das 8 da manhã às 6 da tarde. Senhor! Ajude também aqueles que nos corrompem e garantem o leite de nossos filhinhos. Oh Senhor, só tu sabes que por nós o mundo seria diferente. Tu, Senhor Todo Poderoso, oh Santo Deus, que conheces nossa miséria e ruína moral, vós que sabeis a origem de nosso mau-caratismo, defendei-nos daqueles que nos invejam e daqueles que querem o nosso mal. Aleluia! Em nome do pai, do filho e do Dinheiro Santo! Amém!


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A gatunagem do governador Arruda e a vitória do Flamengo



Por Sandro Neiva

A roubalheira do mensalão mal acabou de ser sepultada, eis que os gatunos do GDF já tramaram outra, nos mesmos moldes, com o mesmo escárnio e deboche. Enquanto o governador Arruda e sua súcia eram filmados empacotando fardos de dinheiro sujo em tramas mafiosas – o cidadão comum, sem propinas ou salários fabulosos, estava entorpecido pela vitória do Flamengo.

Quem conhece de perto a dialética dos porcos sabe que num amanhã muito próximo, os mesmos gatunos estarão em prantos, pedindo perdão, forjando “mal-entendidos” e jurando por Nosso Senhor Jesus Cristo que irão se regenerar. Mas quem guarda na memória o semblante hipócrita dessas hienas, sabe que a recuperação de criminosos de alta periculosidade é praticamente impossível.

As populações, aos pedaços, não sabem o que fazer para interromper o processo corrosivo de corrupção e canalhice em que estão mergulhadas. A reeleição secular de corruptos, o delírio de imaginar que aquele candidato ou aquele partido podem ser melhores ou diferentes que os atuais, a passividade crônica e o futebol são os instrumentos tradicionais desse autoaniquilamento e dessa Idade Média que insiste em não terminar.

Enquanto isso, onde estariam os nossos filósofos de turno, comprometidos com a verdade? E os acadêmicos de plantão? Para onde foram os tais homens que dedicaram suas vidas para teorizar sobre os pobres e desgraçados do planeta? Onde está a imprensa cortesã? E os anarco-punks incendiários, onde estão? Onde estão os homens que têm bagos nesse país?

Na ausência desses personagens, a classe média segue obesa e triunfante…

Se a falcatrua tivesse acontecido no Japão, ocorreria suicídio em massa da classe política. Se houvesse acontecido na Coréia do Norte, os estudantes e ativistas já teriam incendiado o palácio do governo. Mas aqui por nossas paragens é mais cômodo comemorar a vitória do mengão.

Enquanto os próximos capítulos e episódios dessa minisérie estão sendo montados, recibos, números de contas, escrituras de fazendas, mansões nos Lagos Norte e Sul, prédios no Noroeste, documentos e pistas vão sendo ocultadas e jogadas para debaixo do tapete. A raça dos cães é a mesma, só mudam as coleiras.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Selo do Canadá lança novo LP da banda BESTHÖVEN


Por Sandro Neiva

o LP Seeking Shelter in the Darkness of War – da banda BESTHÖVEN – já havia sido lançado no exterior há um ano pelo selo canadense Aph Records e finalmente chega ao Brasil. Doze sons destruidores do mais puro D-Beat-da-Morte – sendo dez totalmente inéditos, mais regravação de Medo da Guerra (som de 1996, presente na demo Os Mortos Insepultos) e ainda uma cover do grupo sueco DISCARD para a música Death Race (demo de 1985, Sounds of War).

O álbum é confeccionado em papel grosso e no encarte há todas as letras, informações extras e ainda um superposter da BESTHÖVEN, em tamanho 60 por 45 centímetros. Artigo de luxo, que enche os olhos de colecionadores e aficcionados do mundo inteiro. O problema é que das 50 cópias combinadas, o selo do Canadá disponibilizou apenas 20 para o Brasil.

“Esse LP é especial para mim pois foi todo planejado e trabalhado em cima de infuências específicas de três discos: Why 12 (Discharge); Once The War Started (Disclose); e Warcry 12 (Disaster), além, é claro, das demais influências naturais e já visíveis no trampo da banda”, diz o multiinstrumentista Fofão Discrust – mentor e único membro definitivo da BESTHÖVEN, ­– diretamente do Gama (DF).

O músico gamense informa ainda que em breve entrará em estúdio para gravar um EP tributo às antigas bandas hardcore da Suécia e também lançará um clip-promo do disco pela PERVITIN FILMES. Vem mais D-Beat-da-Morte por aí!

Entre em contato diretamente com Fofão e garanta seu Long Play por 30 lascas. Lembre-se que são apenas 20 cópias para o Brasil inteiro, portanto, seja rápido!

Email: discordiarecords@hotmail.com
Fone (61) 9101 2645
Para curtir BESTHÖVEN na internet acesse
www.myspace.com/besthoven





segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Pervitin Filmes lança DVD com SUICIDAL TENDENCIES ao vivo em Brasília

Por Sandro Neiva

Atenção Suicyco-maniacs brasilienses e demais fãs da banda norte-americana de skate-punk SUICIDAL TENDENCIES. A Pervitin Filmes acaba de lançar em DVD a apresentação do grupo de Venice, tocando ao vivo em Brasília, durante o Festival Porão do Rock de 2008. O DVD tem 65 minutos de duração, 14 faixas, incluindo
clássicos como “Send Me Your Money”, “How Will I Laugh Tomorrow”, “Possessed To Skate” e “You Can’t Bring Me Down”.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"Ouro de Sangue" (Murro no Olho)

Música que a banda Murro no Olho (DF) compôs para a trilha sonora do filme "Ouro de Sangue". O videoclipe de 2008 mescla imagens da banda punk com cenas da degradação ambiental causada pela mineração de ouro a céu aberto em Paracatu (MG).

"Chuva de Horror" (Murro no Olho)

Videoclipe da banda punk brasiliense Murro no Olho, realizado em 2005; faixa do CD demo "A Nova Catacumba"




Murro no Olho - Gravação do CD "A Nova Catacumba" (2005)

Parceria Pervitin Filmes (DF) & Camarela Stúdios (MG)

Por Sandro Neiva

Uma parceria da Pervitin Filmes com a produtora mineira Camarela Stúdios, do cineasta Rodrigo Valle, resultou no vídeo “BRASIL 2020: I’M IN: TÔ DENTRO”. A ideia surgiu a partir de um protesto feito por um jornalista, ativista de mídia independente, em defesa das águas e montanhas de Minas Gerais, durante conferência internacional de meio ambiente, que aconteceu em Belo Horizonte no mês de agosto. Na ocasião, o governador Aécio Neves, fazia lobby às autoridades brasileiras e estrangeiras, em sua campanha a Presidente da República. Este vídeo mostra a verdadeira face do governo de Minas e sua política suja, que entrega as riquezas hídricas e naturais do estado às mineradoras transnacionais.


Ouro de Sangue


Documentário que aborda as consequências socioambientais da mineração de ouro em Paracatu (MG) desde 1987. A transnacional canadense que atua na cidade conseguiu junto aos órgãos ambientais legalmente responsáveis a aprovação de um plano de expansão da mina por mais 30 anos. Aos paracatuenses sobram enormes feridas abertas pelas lavras a céu aberto, venenos químicos, poeira tóxica, população enferma e mortes. Há falas de vizinhos da mineradora, um médico, um geólogo, um Procurador de Justiça Criminal e um diretor da mineradora. Trilha Sonora com Murro no Olho, Amorphis e Type O’Negative. Em 2008, “Ouro De Sangue" participou da 35ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia, realizada em Salvador e do Festival de Cinema Socioambiental, em Nova Friburgo, estado do Rio de Janeiro. Em 2009, o documentário participou do III Festival de Cinema na Floresta, em Alta Floresta, amazônia matogrossense. (Pervitin Filmes – 44min – 2008).

ASSISTA AO FILME NA ÍNTEGRA, EM 5 PARTES E LEGENDADO EM INGLÊS: