terça-feira, 15 de março de 2011
ALARME - mais uma banda fundamental da cena punk do Gama/DF
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
"Águia Filhote" Cólera no DF/2010
sábado, 5 de fevereiro de 2011
A.R.D. "Eixão da Morte"
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Novo vídeo do Amado Ramone - "Liberdade"
"A liberdade todo mundo tem que ter/
A liberdade ela é minha e de você/
A liberdade você tem que encontrar/
Ou você encontra ou vão te detonar."
Assim diz um trecho da canção "Liberdade", composta por SANTOS e José Adão Franco, interpretada aqui pela banda AMADO RAMONE, os reis do Punk Rock Cachaceiro de Minas Gerais.
Se você reparar bem no vídeo, irá perceber um tiozinho de boné, junto com a banda no palco, provavelmente embriagado pelos vapores etílicos da boa cachaça paracatuense e curtindo - em liberdade - toda a energia do rock. Sim. Ninguém tentou tirar o coroa do palco nem o tratou mal, isso porque o meio punk rock é respeitador. Fico pensando até que ponto ele seria respeitado num show de pagode, axé ou música eletrônica?
Pessoas menos informadas, que desconhecem a cultura rock, poderiam, a princípio, até pensar que rola alguma violência nas rodas de pogo punk, mas, garanto, todos se conhecem naquele meio juvenil. Não há violência alguma ali, toda a dança faz parte da diversão e busca por liberdade (olha ela aí de novo) de uma juventude que não respirava rock local de qualidade há tempos.
Então, é isso... espero que curtam o Vídeo! Rock e liberdade para todos!
Sandro Neiva é jornalista
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Baseado na cabeça de SANTOS: Amado Ramone ao vivo
Por Sandro Neiva
Se estás em busca de um som afável, morno, feito por alguma banda colorida, se estás em busca de um rock lisérgico, psicodélico, progressivo, que exalte as lindas cachoeiras de Minas Gerais... se procuras um rock que faça referências ao Clube da Esquina e a Milton Nascimento ou que te faça conciliar o sono depois das novelas... DESISTA!
Aqui neste rock não há nenhuma influência e nenhuma cumplicidade com os religiosos, nem com os impostores da política, nem com os espertalhões pós-graduados, nem com o adestramento dos concursos públicos, nem com o patrulhamento moralista, nem com o jornalismo midiático, nem com o mercado editorial, nem com as elites esclerosadas e muito menos com as mentes preconceituosas.
O punk rock de SANTOS & Amado Ramone foi criado por quem tem, no mínimo, a grandeza de colocar-se à altura da nojeira e da miserabilidade humana. E que não sirva outra vez apenas para "refletir" ou para "meditar", pois Paulo Coelho é para medíocres e já é tempo de dinamitar a sociedade de vez. É hora de incendiar o mundo, de dividir os latifúndios, de arrombar as portas das prisões, das igrejas, dos manicômios, das escolas, do judiciário e de todas as instituições afins para instituir outro modelo de urbanidade.
Junkies, rockers e punk’s como SANTOS não morrem nunca!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
OS MALTRAPILHOS - punk rock DF
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Dona Negra:104 anos
* Dona Negra faleceu um ano depois do lançamento desse documentário, mas chegou a se ver na tela, ficou emocionada e se disse “feliz demais”. Descanse em paz!
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
CÓLERA em Brasília – 21/11/2010
No último domingo a banda punk CÓLERA (SP) voltou a Brasília para mais uma apresentação bombástica, depois de um ano longe dos palcos da Capital. Na noite anterior eles haviam tocado em Goiânia e chegaram a Brasília debaixo de forte chuva. A abertura do show foi feita pelos Canibais, Os Maltrapilhos, ARD e Alarme. Parabéns aos brothers Márcio, Nenem e Amarildo, que fizeram todo o corre com muita competência para a realização do evento. Eu, enfim, consegui concluir a entrevista que havia começado em 2006 para a realização de um documentário em que Redson, Pierre e Val contam tudo sobre os mais de 30 anos de existência do CÓLERA. Você, fã, aguarde esse lançamento da PERVITIN FILMES. Confira abaixo os cinco minutos iniciais do show e sinta a energia visceral que sai do palco e contagia o público. Cólera is fucking great, man!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
The Exploited em Brasília (2009) "Let's Start A War"
domingo, 17 de outubro de 2010
"Bloody Gold" - Ouro de Sangue (em 5 partes e legendado em inglês)

Por Sandro Neiva
"Ouro de Sangue" é um documentário que aborda as consequências socioambientais da mineração de ouro em Paracatu (MG) desde 1987. A transnacional canadense que atua na cidade conseguiu junto aos órgãos ambientais legalmente responsáveis a aprovação de um plano de expansão da mina por mais 30 anos. Aos paracatuenses sobram enormes feridas abertas pelas lavras a céu aberto, venenos químicos, poeira tóxica, população enferma e mortes. Há relatos de vizinhos da empresa, um médico, um geólogo, um Procurador de Justiça Criminal e um diretor da mineradora. Trilha Sonora com Murro no Olho, Amorphis e Type O’Negative. Em 2008, “Ouro De Sangue" participou da 35ª Jornada Internacional de Cinema da Bahia, realizada em Salvador e do Festival de Cinema Socioambiental, em Nova Friburgo, estado do Rio de Janeiro. Em 2009, o documentário participou do III Festival de Cinema na Floresta, em Alta Floresta, amazônia matogrossense. (Pervitin Filmes – 44min – 2008).
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A Arte de Gil Vicente na Bienal de SP
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Razões pelas quais não é conveniente votar
[1] Por um lado, porque é mentira que o voto é a “expressão máxima” de cidadania, e por outro, porque todo “cidadão” tem sido historicamente apenas um número, em CPF, um estômago, um alienado e um monstro nesta República fajuta;
[2] Porque não é verdade que a abstenção, que o voto nulo, que o voto em branco e que a indiferença eleitoral irá favorecer os governos de direita, inclusive, porque todos os governos são de direita e porque todos os candidatos são oportunistas, arrivistas e reacionários;
[3] Não deves votar, entre outras mil razões, porque o voto é obrigatório e secreto;
[4] Porque o que se chama “Partido”, é sempre e sempre algo como uma seita, como uma tribo, como um clube, uma confraria, uma quadrilha, uma religião sectária e inquisitória;
[5] Porque para as elites, para os ricos, para os empresários, para os intelectuais, para os membros da pequena legião de privilegiados, em suma, para os “candidatos” e seus cúmplices, é sempre mais fácil rapinar o país e sugar os cofres públicos com teu aval;
[6] Porque a história, (mesmo a escrita pelas elites) não deixa dúvidas de que o candidato seja ele da facção que for, vem pensando e agindo como um manipulador, um charlatão, um vaidoso, um messias, um pulha e um ditador desde o Primeiro Grau, onde já era tesoureiro do grêmio estudantil;
[7] Porque os candidatos emergem sempre de meios que tu não fazes parte e porque são engendrados sempre na cúpula desta ou daquela organização corporativista, autoritária, voraz, cheia de vícios e de manhas, sempre de olho num Ministério ou numa Comissão e visando sempre e sempre o poder;
[8] Não deves votar porque a história dos últimos 117 anos registra, invariavelmente, o enriquecimento ilícito de vereadores, de prefeitos, de deputados, de governadores, de senadores, ministros e presidentes da república;
[9] Porque é inconcebível que tu, desempregado, sub-empregado ou recebendo um salário de misericórdia, se alimentando quase como um suíno, vestindo-se quase como um indigente, sigas elegendo esses homens demagogos e estelionatários que, no curto período de seus mandatos, passam do chinelo para a botina e logo depois para as pantufas, entrincheirados atrás da imunidade parlamentar e dos guarda-costas que a república lhes garante;
[10] Não deves votar porque nada, absolutamente nada do que se considera “benefício social”, “bens públicos” etc, foram conquistados através deles;
[11] Porque o Congresso Nacional e as Câmaras Legislativas, apesar dos cacarejos populistas e da propaganda enganosa, não são, nunca foram e não serão nunca, um instrumento de Representação Popular, mas, pelo contrário, uma instituição de que gera revolta, arrependimento e humilhação social;
[12] Porque a tal “esquerda”, a tal “direita”, o tal “centro” e todas as demais denominações fantasiosas e delirantes que esses homens inventam para confundir-te, são farinha do mesmo saco, estão apoiadas sobre o mesmo eixo, isto é, sobre a mesma hipocrisia e sobre a mesma ânsia de poder, de status e de dinheiro;
[13] Porque tu, mesmo que queiras, não descobrirás nenhuma diferença significativa entre o “programa de governo” de uns e o “programa de governo” de outros;
[14] Não deves votar porque com teu voto, estarás fazendo com que a responsabilidade por toda a roubalheira, por todo cinismo, por todo atraso, por toda a esterqueira nacional que é invariavelmente promovida por esses senhores recaia basicamente sobre ti e sobre teus descendentes;
[15] Porque o profissionalismo político é uma praxe de mercenários onde, como no submundo da máfia, do jogo do bicho e da prostituição só se avança para postos superiores depois de já ter uma história pessoal recheada de mutretas, de falcatruas, de cumplicidades, de sabotagens, de golpes e de crimes;
[16] Não deves votar porque tens consciência de que todos os candidatos, antes de lançarem suas candidaturas, vão a todo tipo de igrejas fazer promessas, pedir apoio e benção aos banqueiros, aos traficantes, aos credores internacionais, aos gerentes das multinacionais de medicamentos, de telefonia e a outros abutres que vivem no país empurrando suas merdas para nossa população ingênua, aproveitando-se de nossa ignorância e de nosso subdesenvolvimento…
[17] Porque os candidatos, sem exceção, penhoram o cérebro e a “alma” junto aos chefões das igrejas, mesmo sabendo que elas são sempre reacionárias, absolutistas, especialistas em propaganda enganosa e ninhos de hienas que precisam da miséria e do sofrimento das massas para sobreviverem… Sem falar de que, num Estado pretensamente laico, esses acordos são, no mínimo, paradoxais e criminosos;
[18] Não deves votar porque teu voto é sempre uma procuração em branco para esses bandidos, para esses excêntricos, para esses estranhos cuja vaidade não tem limites, cujo nepotismo não tem fronteiras e que mesmo quando se apresentam com ares de vacas mortas, são sempre testas-de-ferro de algum cacique poderoso;
[19] Porque independente de tua escolha, desde 1889 estás votando nas mesmas famílias, nos mesmos sindicalistas, nos mesmos religiosos, nos mesmos oligopólios e, em suma, no mesmo tipo de gente que já acumulou capital e influência suficiente para que inclusive seus netos e bisnetos pisoteiem e oprimam teus netos e teus bisnetos por mais um século;
[20] Não deves votar porque as vagas no Congresso Nacional vêm sendo passadas de pai para filho; de amigo para amigo, de suplente para suplente, de amante para amante, de um crápula para outro crápula desde o nascimento do Estado Moderno, e porque o próprio Estado Moderno não é mais do que uma variação ardilosa das monarquias medievais;
[21] Porque tua vida não se resume apenas ao voto e porque tua escolha terá de ser feita entre aqueles que já foram escolhidos nas paróquias, nos sindicatos, nos festins das elites, nas reuniões de banqueiros ou nas bebedeiras da canalha;
[22] Não deves votar porque o Congresso Nacional só funciona três vezes por semana, porque os parlamentares passam meses e anos discutindo assuntos que poderiam ser resolvidos em horas e porque por esse fútil jogo de cena, ganham praticamente 50 mil dólares mês, cada um, para gastos com seus apadrinhados e com seus gabinetes;
[23] Porque no Congresso Nacional 30% dos congressistas representam os latifundiários; 30% os industriais; 30% os banqueiros, 10% as seitas religiosas e 0% o povo. E porque apesar das promessas demagógicas, nenhum deles alterará essa perversidade secular;
[24] Não deves votar porque pudestes ver no caso da recente rapina dos cofres públicos, o corporativismo mais canalha e inominável. Porque a liberdade de escolha que querem fazer-te acreditar que tens, é a mesma que uma pobre dona de casa, num Carrefour, diante da prateleira de sabão, tem de escolher uma entre aquelas sete ou oito marcas…
[25] Porque não saberias como explicar a teus filhos e às gerações futuras o respaldo que destes a esses bandos;
[26] Porque não é admissível que os candidatos disponham de tanto dinheiro, de tanto poder e de tanto marketing para seduzir-te e para comprar-te;
[27] Não deves votar porque estas diariamente assistindo aos programas de propaganda política, porque podes ver o que há por detrás daqueles olhares e o perigo que aquelas palavras vazias, tolas e sem nexo representam para tua inteligência e para tua integridade;
[28] Porque não estas nem entre os 60% de eleitores analfabetos que vendem seu voto por duas arrobas de carne, e nem entre os 10% de proprietários do país, a quem, nada é mais importante do que um Estado e uma polícia onipotente que os proteja da fome, do desamparo e da indignação da turba desvairada;
[29] Não deves votar porque teu voto apenas mudará a fachada do circo e do espetáculo nacional, enquanto que o que se pretende é alterar de forma radical seus alicerces mais profundos;
[30] Mesmo que nada disso te convencer, não deves votar em respeito ao princípio elementar de amor próprio, de auto-estima e de consciência libertária.
Finalmente, seja qual for a estratégia de mudança que um dia pretendas levar a cabo, ela deve estar sempre apoiada na consciência de que este Brasil é ainda um imenso e falido Portugal, submergido – como dizia Camões – no gosto da cobiça e na rudeza de uma austera, apagada e vil tristeza.
Este magnífico texto é de autoria do meu mestre Ézio Flávio Bazzo



