quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Curta da Pervitin Filmes é exibido com filme de Vladimir Carvalho em mostra sobre Cerrado

O curta-metragem "Cerrado em Pé", da Pervitin Filmes, foi exibido no último dia 09, em mostra sobre o bioma Cerrado, realizada no Centro Underground Conic, em Brasília. O documentário foi exibido juntamente com "A Paisagem Natural", do gênio do cinema nacional, Vladimir Carvalho. Meus sinceros agradecimentos a Aninha Arruda, organizadora do evento. É nóis de novo!

Um abraço.


Sandro Neiva


O CERRADO é tema da programação de setembro no Cineclube Vladimir Carvalho (Conic), contando com produções exclusivas do Distrito Federal e de Goiás


Em homenagem ao Dia do Cerrado (11 de setembro), a programação do Cineclube Vladimir Carvalho deste mês conta com pré-estréias e com filmes raros e exclusivos, todos produzidos no Distrito Federal e Goiás. Durante todas as quintas-feiras de setembro, o público pode conferir curtas-metragens premiados e consagrados que falam de temas como a biosfera do cerrado, personagens da cultura tradicional local, a questão indígena e de terra no Centro-Oeste, medicina natural com plantas do cerrado, domesticação de animais e afins.


A curadoria foi elaborada de forma coletiva e compartilhada entre o Coletivo de Cineclubes do DF e o Cineclube Cascavel de Goiânia (ambos integrantes do Conselho Nacional de Cineclubes), no intuito de dar a oportunidade ao público do acesso direto a produções de qualidade que contam com pouca circulação, em especial aos filmes de curta-metragem. Será também uma homenagem ao cineasta Vladimir Carvalho, que dedicou boa parte de sua filmografia ao Centro-Oeste, como o curta-metragem Paisagem Natural, sendo a inspiração para a temática do mês.


“Queremos valorizar os filmes feitos no DF e em Goiás. Somos vizinhos, temos tanto em comum, mas desconhecemos boa parte da produção artística regional. O cerrado é nosso patrimônio do Centro-Oeste e há de ser valorizado também nas telas, nos cineclubes.” comenta Ana Arruda Neiva, representante do Coletivo de Cineclubes do DF e coordenadora da programação do Cineclube Vladimir Carvalho.


O convidado para curadoria do mês é o Cineclube Cascavel, de Goiânia. Luiz Felipe Mundim, representante do Cineclube e da ABD-GO, lembra de um dos lemas do Conselho Nacional de Cineclubes “Os filmes são feitos para serem vistos. É um prazer contar com exibição de filmes goianos em Brasília, esse intercâmbio é fundamental”.


As sessões acontecem todas as quintas-feiras às 19h00, contando com bate-papo após as exibições. O Cineclube Vladimir Carvalho fica no CONIC – sobreloja da biblioteca Arildo Dória. A entrada é franca.


Serviço

CINECLUBE VLADIMIR CARVALHO

Data: Todas as quintas-feiras

Hora: 19h00

Local: Espaço Arildo Dória – sobreloja (Conic), na rua da Kingdom Comics

Endereço: SDS (Setor de Diversão Sul), Ed. Venâncio III, sobreloja 53

Entrada franca


CERRADO, PAISAGEM NATURAL – programação de setembro


02.09 [Mostra, Goiás] 4 curtas-metragens goianos premiados em festivais como o FICA - Festival Internacional de Cinema Ambiental de Goiás Velho.


09.09 [Nosso Cerrado por Eles] filmes dirigidos por cineastas como os renomados Vladimir Carvalho e Lyonel Lucini, e pré-estréia de curta-metragem de Sandro Neiva.


16.09 [O Santuário Não se Move: a questão indígena no DF] Vídeos produzidos pelo Coletivo de Ação Informativa Tribal do Santuário Sagrado dos Pajés (DF).


23.09 [Nosso Cerrado por Elas] filmes dirigidos por cineastas mulheres de Brasília (Bethânia Victor e Tânia Quaresma), rodados na Chapada dos Veadeiros e em Planaltina.


30.09 [Mostra, Goiás] filmes goianos inéditos (o documentário A Teia do Cerrado) e premiados (o documentário Vida Seca - Som de Sucata e a animação Peixe Frito).


02.09 | quinta-feira | 19h

[Mostra, Goiás]

Olhar de João, de Mariley Carneiro çDocumentário × 20min × 2010 × GO

"Pensar como a natureza pensa. Mas como é pensar como a natureza pensa, se a gente não percebe a natureza e a despreza?" Ela grita, agoniza, pede socorro, mas quem vê? filme mostra a forma singular com que o fotógrafo João Caetano vê as faces e formas ocultas em pedras, troncos, flores e frutos. Um alerta através da fotografia.

Rapsódia do Absurdo, de Cláudia Nunes | Documentário × 16min × 2006 × GO

Documentário poético sobre reforma agrária e urbana com cenas de arquivo de dois marcantes episódios de luta pela terra: Fazenda Santa Luzia e Parque Oeste Industrial, cuja dimensão os torna universais do conflito entre a propriedade privada e os pobres do mundo.

Sonho de Humanidade, de Amarildo Pessoa |Documentário × 14min × 2010 × GO

A domesticação dos psitacídeos transparece o sonho antigo dos humanos de viver em harmonia com a natureza; promessa de felicidade que esconde um drama:não podemos ter um pássaro voando na mão.

Icologia, de Ângelo Lima |Documentário × 26min × 2004 × GO

Um vídeo sobre o amor a natureza, o homem e seu habitat. Seu Ico, suas plantas, suas estórias. Recebeu prêmio de Melhor Produção Goiana no VII FICA 2005 (Festival Internacional de Cinema Ambiental), realizado na Cidade de Goiás-GO.


09.09 | quinta-feira | 19h

[Nosso Cerrado por Eles]

Cerrado em Pé, de Sandro Neiva | Documentário × 8min × 2010 × DF

Josué Faustino de Souza é artesão e vive em Teresina de Goiás, na Chapada dos Veadeiros. Ao mesmo tempo em que utiliza fibras do Cerrado como matéria-prima de seu ganha-pão, desenvolve um trabalho de replantio de espécies raras e nativas do bioma. Não possui escolaridade, mas sua relação de nobreza com o meio ambiente e o discurso arrebatador em defesa do Cerrado deixou perplexa uma plateia composta de gestores públicos, gerentes de ONGs, políticos, mestrandos, doutorandos, ativistas ambientais, jornalistas, antropólogos, universitários e diretores ministeriais do governo federal.


Eu sou Cerrado, de Lyonel Lucini | Documentário × 7min × 2001 × DF

Um filme dramático, porque é esta situação que se encontra o Cerrado, apesar do reconhecimento mundial como Patrimônio Natural da Humanidade O Cerrado agoniza e ninguém percebe, embalados que estamos pelo doce (?) canto da globalização.

Serra Velha dos Cristais, de Jorge Martins | Documentário × 5min × 1985 × DF

Abordagem sociológica, econômica e antropológica, evocando o inter-relacionamento do homem com a terra, na atividade de extração do cristal de rocha e a expressão cultural gerada na região, em torno da lapidação e comercialização do cristal e pedras semipreciosas.

A Paisagem Natural, de Vladimir Carvalho | Documentário × 4min × 1989 × DF

Brasília é patrimônio histórico da humanidade, não apenas por sua extraordinária arquitetura e traçado urbano, mas também por constitui-se numa espécie de santuário natural, com seus rios, cerrados, cachoeiras e grutas de formidáveis proporções. Esse verde que a circunda terminou por invadí-la no seu âmbito mais íntimo, tornando-a uma cidade muito peculiar.


16.09 | quinta-feira | 19h

[O Santuário Não se Move: a questão indígena no DF]

Realização: Coletivo de Ação Informativa Tribal do Santuário Sagrado dos Pajés (DF)

Noroeste Ilegal | Documentário × 14min × 2008

O vídeo apresenta depoimentes de autoridades nas áreas de arquitetura e urbanismo, na área de questão fundiária, e na área ambiental, como o profº Frederico Flósculo e Frederico Maia, perito da FUNAI. As autoridades questionam a legalidade do Setor Noroeste.

Mídia Faroeste | Documentário × 6min × 2008

A abordagem da mídia coorporativa empresarial do DF, em grande parte financiada pelo governo do DF, sobre o caso da Terra Indígena do Bananal – Santuário dos Pajés.

Impactos Ambientais Ocultados pelo GDF | Documentário × 9min36 × 2008

O Governo do DF, que de modo irregular obteve o licenciamento prévio e de instalação junto ao IBAMA para iniciar o Setor Noroeste, não levou em consideração o estudo de impacto ambiental feito por uma empresa contratada pelo governo. O vídeo apresenta algumas das questões omitidas no processo de licenciamento.

Resistência do Sagrado | Documentário × 17min × 2008

Uma sociedade em luta pela permanência do Santuário dos Pajés. Uma questão de direito canônico, de exercício da liberdade de culto e religião, e não uma questão de ocupação irregular de terras como o Governo do DF tem tratado o caso.

Santuário dos Pajés: Preservação, Denúncia e Resistência | Documentário × 11min × 2008

Seqüência de fotos da região preservada pelos indígenas do Santuário Sagrado dos Pajés, e apresenta um vídeo do cacique Korubo denunciando a degradação ambiental provocada pelo Governo do DF há cerca de 10 anos. A TERRACAP (Companhia Imobiliária de Brasília) extrai areia, argila e calcário ao lado do Parque Ecológico Burle Marx (totalmente abandonado), e há indícios que tal extração desencadeou um desordenamento do regime hídrico da área


23.09 | quinta-feira | 19h

[Nosso Cerrado por Elas]

Da Utilidade dos Animais, de Bethânia Victor | Ficção × 9min × 2004 × DF

Adaptação de conto homônimo de Carlos Drummond de Andrade, esse vídeo, rodado no povoado de São Jorge, na Chapada dos Veadeiros (GO), mostra a relação utilitária entre os homens e os animais, através dos olhos e das perguntas ingênuas das crianças.

Seu Beija, de Tânia Quaresma | Documentário × 16min × 1993 × DF

Documentário sobre a vida e o trabalho de Seu Beija, um senhor de 84 anos que vive em Planaltina, onde possui a Farmácia Verde, um lugar onde ele prepara medicamentos com plantas para a comunidade carente.


30.09 | quinta-feira | 19h

[Mostra, Goiás]

Teia do Cerrado, de Uliana Duarte | Documentário × 15 min × 2010 × GO

O filme aborda a relação da diversidade cultural e a biodiversidade, a partir das ações do projeto de mesmo nome desenvolvido pela Associação Cultural Domínio Descendente, de Teresina de Goiás, na Chapada dos Veadeiros. Ao registrar a evolução dos trabalhos do grupo de fiandeiras e tecelãs, o filme vai se aproximando de seus personagens, construindo a teia existente entre as senhoras participantes, o presidente da associação, músico e profundo conhecedor dos encantos do cerrado, Seu Josué; e o ambiente que os abriga e inspira. Colorido pelos matizes vibrantes e texturas barrocas que envolvem o universo do cerrado, o curta-metragem homenageia a sabedoria popular das culturas tradicionais, lembrando a importância de seu resgate e alerta para a urgência da defesa do bioma que ainda resiste à exploração humana.

Peixe Frito, de Ricardo George Podestá Martins | Animação × 19min × 2005 × GO

Um avô ensina o seu neto a pescar, a partir daí, peixes, gaivotas, anzóis se misturam em uma verdadeira estória de pescador.

Vida Seca – Som de Sucata, de Diego Mendonça | Documentário × 12min × 2009 × GO

Documentário musical sobre o grupo goianiense Vida Seca, que toca percussão com instrumentos musicais feitos de lixo, e as oficinas que desenvolvem, misturando musicalidade e meio ambiente.

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CRÉDITOS

Cineclube Vladimir Carvalho

Idealização e Realização: Fundação Astrojildo Pereira

Coordenação de curadoria e programação: Coletivo de Cineclubes do DF

Programação - convidados: Cineclube Cascavel (GO) e Tintin Cineclube (PB)

Apoio: Conselho Nacional de Cineclubes (CNC)




sexta-feira, 10 de setembro de 2010

11 de Setembro - Qual será o próximo alvo na Amérika?


Qual será o próximo alvo?
Para celebrar o 11 de setembro, Ratos de Porão! Gravação tosca da Pervitin em Goiânia no ano de 2003.

"Próximo Alvo"

Ratos de Porão

Composição: João Gordo


Qual será o próximo alvo na Amérikkka ?

Qual será o próximo alvo da Amérikkka ?

Qual será o próximo alvo na Amérikkka ?

Qual será o próximo alvo da Amérikkka ?


Eu não sei ! Eu não sei !


Usinas nucleares,
a Nasa ou a Disney World

Caos em todos os lugares

Pior que no World Trade Center !!!!

O telefone tocando...


Na bronca atendi e já fui falando


Qualé quié mano ?


Porque você ta me acordando ?


Era o Fralda assustado:


O mundo está acabando !

Arist ligue a tv, não fique aí marcando.


Liguei não acreditei


As torres desmoronando...

As torres desmoronando...


As torres desmoronando...


As torres desmoronando...


As torres desmoronando...


As torres desmoronando...


As torres desmoronando...


As torres desmoronando...


As torres desmoronando...


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Condenados a receber 25 mil reais por mês

Por Sandro Neiva


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu punir com aposentadoria compulsória o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina e o ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2º Região José Eduardo Carreira Alvim. Eles são acusados de vender sentenças para a máfia dos caça-níqueis e, por isso, receberam a mais alta punição administrativa da magistratura.


Agora vejamos a punição dos caras: mesmo punidos, ambos terão direito a salário integral, pois têm mais de 35 anos de contribuição. Medina receberá R$ 25.386,97 mensais, enquanto Alvim sai com remuneração de R$ 24.117,62.


Segundo o Ministério Público Federal, Medina e Alvim supostamente negociaram a liberação de 900 máquinas caça-níqueis, apreendidas pela PF em Niterói, em 2005. O ministro, segundo a denúncia do MPF, teria recebido R$ 1 milhão para conceder liminar liberando o equipamento.


Foi a primeira vez que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgou e condenou um ministro do STJ. Óóóóhhhh!


Corrupção e Prevaricação investigadas e denunciadas pela Polícia Federal (Operação Hurricane) e 25 paus na conta todo mês... É muito cinismo, escárnio e deboche explícitos.


Deixa eu ver se entendi direito: os coitadinhos foram condenados a ficarem em suas casas paradisíacas recebendo de todos nós 25 mil por mês até o fim de suas vidas - com os devidos direitos de transmitirem esses ordenados de “condenados” às suas famílias. No mínimo, temos uma ausência chocante de bom senso.


Depois dos generosos auxílios financeiros do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDS) aos banqueiros, estas aposentadorias compulsórias para magistrados condenados representam a prova máxima de como o Estado brasileiro aristocratiza cargos e pessoas acabando por se tornar o “paizão” que sustenta herdeiros e filhos da máquina. Tristes trópicos!